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Um museu que é uma segunda casa em São Paulo: a Pinacoteca.

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Quando me perguntam qual é o meu museu favorito em São Paulo, sempre me deparo com a mesma dúvida: é possível não conseguir escolher só um?

Mas se existe um em que me sinto muito à vontade, esse é lugar é a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Ou para os íntimos, a Pina 😉

Pinacoteca e religião… já imaginou essa conexão? Faz todo sentido buscando a origem: de acordo com a Enciclopédia Itaú Cultural, pinacoteca vem do grego pinakotheke, que era a coleção de pinturas dedicadas aos deuses. Vem do latim pinacotheca a ideia de coleção de pinturas. A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais, com grandes nomes da produção brasileira do séc XIX até os atuais. Gosto de imaginá-la como um templo, mas um em que as obras são oferecidas a nós!

Inaugurada em 25 de dezembro de 1905 (presente de natal!), ela ocupa o prédio que era o antigo Liceu de Artes e Ofícios, projetado pelo escritório do famoso arquiteto Ramos de Azevedo, autor de vários edifícios famosos da capital, como o Theatro Municipal, o Mercadão…

Ramos de Azevedo foi o diretor do Liceu por muitos anos, sendo homenageado em 1934 com um monumento em frente à Pinacoteca, que foi removido para o alargamento da avenida Tiradentes.

A Pina iniciou suas atividades com 26 obras vindas do Museu Paulista (a.k.a Museu do Ipiranga). Em um primeiro momento, ocupou apenas algumas salas que foram adaptadas e era reservadas aos alunos e professores do Liceu, mais como uma galeria do que como um museu. Sorte nossa que isso mudou!

Comprando e recebendo doações de obras, a Pinacoteca foi ampliando seu acervo.

Duas grandes reformas aconteceram, uma nos anos 70 e a outra nos anos 90. Essa última rendeu ao arquiteto responsável – Paulo Mendes da Rocha – um importante prêmio de arquitetura. Um marco dessa reforma foi a mudança do eixo do museu, quase um giro: antes a entrada era feita pela Avenida Tiradentes, mas isso impossibilitava um acolhimento adequado, pois após o alargamento da avenida, sobrava pouco espaço para receber os visitantes. Com a inversão, isso mudou.

No projeto original do Liceu deveria haver uma cúpula onde hoje é o famoso octógono, mas nunca foi feita. Paulo Mendes da Rocha até pensou em construir uma construí-la, mas no final optou pela cobertura de cristal, criando uma iluminação única. Se você já visitou, pare agora por um momento e feche seus olhos: imagine que você está na Pina. Consegue lembrar do quanto são iluminados os corredores por lá? Caso ainda não tenha tido a chance, preste atenção neste detalhe quando for lá.

Ao longo dos anos a Pinacoteca assumiu um papel de destaque na cena cultural de São Paulo, seja por suas exposições incríveis, os cursos que oferece, a possibilidade de tomar uma café admirando o Jardim da Luz, até mesmo os mais diversos eventos que acontecem no seu jardim.

Sem sombra de dúvidas, esse é um dos pontos imperdíveis em um passeio no centro histórico paulistano. Aliás, em um passeio não, em vários. Pois cada visita é uma experiência diferente.

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