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Portas do Centro Histórico de São Paulo

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Além dos belos e interessantes prédios do centro da cidade de São Paulo, temos muitas portas que ajudam a contar parte da história e cultura da metrópole.
Ao observar as pessoas tirando fotografias das mais diferentes e variadas portas, no centro de São Paulo é que me veio a inspiração para pesquisar e criar um roteiro turístico com esse tema! Lembro que na época fui entrevistado por um repórter do jornal “O Estado de São Paulo”, que a princípio achou estranho levar as pessoas para passear olhando para as portas, até que expliquei que havia portas maravilhosas, inclusive portas com símbolos esotéricos! Esotéricos!? – admirado exclamou. Confirmei dando a referência exata: na porta de madeira no edifício do “Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento”, construído em 1925 e não só com a porta, mas com toda a fachada totalmente decorada com símbolos esotéricos. O repórter se convenceu e publicou. Em seguida fui procurado pela TV Gazeta para uma gravação mostrando diversas portas, começando por uma porta de peso, literalmente de peso: seis toneladas. Essa fica no Palácio da Justiça, na Praça Clóvis Bevilacqua .Em seguida a Vejinha (Veja SP) fez comigo uma matéria me fotografando diante dessa mesma porta.
Nas primeiras décadas do século, havia alguma preocupação com todos os detalhes dos prédios. O arquiteto Ramos de Azevedo construía os prédios e o “Liceu de Artes e Ofícios” fazia as portas com símbolos referentes às atividades que aconteciam naquele espaço, como os símbolos da justiça impressos nas portas do Palácio da Justiça.
Outras  portas mostravam a nacionalidade de origem de uma instituição,como por exemplo, no “Banco Português do Brasil”, também  feitas no Liceu de Artes e Ofícios com ferro batido e cordas com nós no estilo Manuelino, lembrando a origem da instituição. Esse banco não existe mais, foi comprado pelo Banco Itaú em 1973, mas as portas ainda estão lá para serem apreciadas.
Algumas Portas mostram a origem do capital para a construção de um prédio, exemplo o “Palacete Chavantes” que tem nas portas ramos de café, já que a família era proprietária da grande fazenda Chav
antes. Embelezando ainda mais essa porta temos sobre ela em relevo a cena da colheita

do café. O café que gerou tantas riquezas está presente em muitos lugares, mas é especial o que se vê na rua Boa Vista, uma porta única, pois tem junto com o café, a flor do algodão, que também já teve uma importante produção no estado de São Paulo.

No prédio da “Caixa Econômica”, na Praça da Sé,  ha representação ampliada de moedas, e muito bem escolhidas, pois numa face está  a figura de D. Pedro II e na outra o brasão do Segundo Império. Essas moedas não circulavam mais na época da inauguração (1939), mas é uma bela homenagem feita ao Imperador já que a moeda fora criada por ele em 1861 e desde 1875 presente em S.Paulo.
Nos portões do prédio da “Telefônica” na rua Benjamim Constant temos a representação de um sino (símbolo da empresa), lembrando que Alexander Grahan Belll (sino em inglês) era o sobrenome do inventor do telefone.
Temos muito mais para apresentar no nosso tour, são mais de 60 portas diferentes em 3 horas de passeio, feito com calma para você apreciar e fotografar.
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