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Parque da Água Branca

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O Parque da Água Branca é um passeio turístico interessante. Já fiz várias vezes esse trabalho e todas as vezes com satisfação total dos participantes. Que tal então, conhecer um pouco a história desse parque e saber o que ele tem de interessante?

De fácil acesso, na Avenida Francisco Matarazzo, há cerca de 5 minutos da Estação Palmeiras-Barra Funda, Essa avenida, até 1950, era denominada Avenida Água Branca, por isso o nome do parque, aliás, esse sempre foi seu nome popular, mas na entrada uma placa nos alerta para o nome oficial: Parque Fernando Costa, local público administrado pela Secretaria do Meio Ambiente.

Com 136.765 M² de área, destes, 79.309 M² de área verde, 27.110 M² de áreas edificadas e 30.346 M² de áreas pavimentadas ( ruas, alamedas, pátios), o Parque de Exposições da Água Branca foi inaugurado em 02/06/1929 por Fernando Costa, à época Secretário da Agricultura e Engenheiro Agrônomo, com o objetivo de sediar exposições agrícolas e provas zootécnicas, atendendo ao pedido da Sociedade Rural Brasileira. Era bem grande e luxuoso para a época em que foi implantado. No topo das colunas, onde estão fixados os portões, podemos ver os vitrais, obra do artista Antônio Gomide, com temas relativos a cenas rurais. Logo nos jardins da entrada vemos o busto de Fernando Costa.

No terreno em aclive, com paisagismo interessante, vemos à frente os prédios, no estilo normando, projetados por Mario Whately, formando um belo cenário. Desde a inauguração despertaram a atenção da população paulistana que à noite ia passear no parque apreciar esses prédios iluminados. O parque construído para ser um local de exposições agrícolas se transformou num local de passeios para os paulistanos. As exposições agrícolas atraíam a elite paulistana. Em 1979 as exposições de animais foram transferidas para o Parque de Água Funda.

Os estábulos que eram utilizados para essas feiras permanecem lá até hoje, fruto do seu tombamento. No espaço, hoje, são montadas barracas das feiras de artesanato e outros tipos de feiras que ali são realizadas, como  a Feira do Sorvete, do Morango e a grande festa Revelando São Paulo, que atrai um grande número de pessoas.

Os animais (bovinos, equinos, suínos e caprinos), ficavam no Parque só enquanto aconteciam as exposições, mas aves como as araras, tucanos, pavões moravam em viveiros no Parque. Com o tempo e novas normas da Saúde Pública, a presença desses bichos não era mais recomendada, então os viveiros vazios hoje fazem parte do Bosque de Leitura. Não podemos dizer, porém, que não tem mais nenhuma ave no Parque pois além das pombas, vemos circulando livremente galos, galinhas, pintinhos e patos, uma festa para a criançada que pode ter contato com essas aves e para os adultos que matam saudades de tempos vividos no interior ou mesmo em São Paulo quando havia galinheiros no quintal. De vez em quando, ouve-se, no bairro nobre cercado de prédios, o cantar dos galos.

São Paulo, 08 outubro 2016. Escoteiros no Parque da Agua Branca.
Foto Alexandre Battibugli

 

Ainda há animais que moram no parque: os cavalos. Há estábulos em duas áreas, uma pertence a uma escola de equitação, e o outro à Cavalaria da Polícia Militar (PM), ali ficam potros que são amansados e treinados para depois entrarem em ação no policiamento. Tanto a PM quanto a escola utilizam uma arena para treinos.

No prédio do Instituto de Pesca, construído em 1930, está localizado o primeiro aquário em São Paulo e o segundo no Brasil. 30 tanques exibem aos visitantes diversas espécies de peixes com alto valor comercial. Num outro espaço, denominado Tattersal, coberto, com auditório para 170 pessoas foi adaptado de um espaço fechado onde aconteciam os leilões de animais.

Há também um Museu Geológico, o MUGEO, criado em 14/11/1967, expondo coleção de minerais, rochas, fosseis, objetos e documentos antigos. Não é apenas exibição de coleções mas a exposição de mais de um século de pesquisas na área de geociências no Estado de São Paulo. De 1886 a 1931 realizadas pela “Comissão Geográfica e Geológica atual Instituto Geológico da Secretaria da Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Esse parque tem um movimento bastante grande de segunda a segunda. Como em todos os parques, há pessoas caminhando, correndo, fazendo exercícios e também meditando, pois é um parque bastante tranquilo. Não é permitido andar de bicicletas ou patins, nem entrar com animais. Além dos que vão ao parque em função do lazer, muitos vão para participar dos cursos do Fundo de Solidariedade: cabelereiro, moda, informática e outros vão para aulas de equitação. Muitos também vão ao parque para trabalhar, pois ha escritórios de diversas associações ligadas à Agricultura.

Nos finais de semana algumas pessoas vão especificamente para fazer compras de produtos orgânicos. A feira de produtos orgânicos começou em 23 /02/1991, com 12 produtores. Muitos aproveitam e tomam ali o café da manhã com alimentos provenientes da agricultura sem o uso de agrotóxicos.

Um grande frequentador do Parque, que sempre brigou por ele, foi o grande músico Paulinho Nogueira, que até compôs uma música para o parque. Confira nesse vídeo:

O público da terceira idade é grande frequentador do Parque. Na praça do idoso há 21 aparelhos para ginástica. Também há aulas de Tai Chi Chuan e em alguns dias da semana bailes na parte da tarde, o que atrai muitos interessados.

As belas construções da época como o pergolado, rodeadas de muito verde formam cenário ideal para fotos de book de noivas, de gestantes, de debutantes e deixa o parque um pouco mais instagramável, para usar um termo moderno!

 

Há espaço junto às arvores, com mesas e bancos para piquenique.

O tour consiste em passar por todos esse locais, pelos dois lagos artificiais, um com 700 M², outro com 750, fazer a “Trilha do Pau Brasil”, apreciar a Natureza e tirar muitas fotos. Que tal? Vamos fazer esse passeio?

Créditos das Fotos: Márcia Ortiz  – Carnaval de 2019.

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