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Mooca: O bairro Paulistano de sotaque Italiano

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Os moradores dizem que a Mooca é mais que um país, mais do que um estado, mais do que uma cidade… é um Bairro!

Além do centro, a cidade de São Paulo nos oferece temas para diversos passeios pelos bairros. Há bons videos na Internet, produzidos pela Prefeitura, contando fatos sobre muitos deles. Há livros também, onde posso destacar um dos pioneiros o “Belenzinho 1910”, de Jacob Penteado, publicado nos anos 50 e também o insuperável “Vamos falar da ;;”, obra coletiva coordenada e editada por Thais Matarazzo, escrita por diversas pessoas, assim como eu, Guia de Turismo que vos escreve. Assim, me julgo com conhecimento e experiência para afirmar: apesar de livros, vídeos e muita informação, nada supera a experiência de um tour guiado por bairros como a Mooca.
Normalmente nesses passeios, feitos a pé, marcamos o encontro na estação Bresser de Metrô, onde próximo  dali próximo ficava o Hippódromo Paulistano, inaugurado em 1876 frequentado pela elite paulistana, permaneceu ali até 1941 quando foi transferido para o Jockey Club. Nesse grande espaço foi instalado uma escola do Senai, clube da Prefeitura, Subprefeitura, Biblioteca, hospital, e outros serviços para a comunidade.
Quase em frente está o supermercado Extra instalado numa pequena parte tombada do grande Cotonifício Crespi.Quantas histórias ali aconteceram! Além da greve geral de 1917, durante a Revolução de 1924 a edificação foi bastante bombardeada e quase foi ao chão. Foi salva pelo empenho de algumas pessoas que conseguiram o tombamento do prédio que além de grande em dimensões, também era um grande concorrente do Matarazzo, fabricando fiação e tecelagem. Por ali, também ficava a Vila dos Operários e um pedaço do terreno foi cedido a eles para disporem de um campo de futebol, o estádio Comendador Rodolfo Crespi, sede do Clube Atlético Juventus. Uma curiosidade: nos jardins do estádio há algo único, uma homenagem a um jogador que não era daquele time! Pois é, lá está o busto de Pelé, no mesmo estádio em que marcou um dos mais bonitos gols de sua carreira.
A Mooca tem uma forte presença dos imigrantes italianos que deixaram sua marca no modo de falar do bairro, que tem até nome de “moquês”, além da culinária como o famoso cannoli.
A antiga linha do trem Santos-Jundiaí passava pelo bairro e isso atraiu a instalação de grandes fábricas, como “Açúcar União”. Hoje resta como lembrança uma chaminé. no conjunto de prédios onde ficava a fábrica. É possível avistar também a chaminé da Cia, Antártica Paulista que ali estava instalada em diversos prédios, hoje abandonados, mas tombados.
Seguindo no passeio, podemos fazer uma parada para um saboroso “lanchinho” na DiCunto, e embarcamos na estação da CPTM  Juventus-Moóca (não foi homenageado nas estações do Metrô, como outros times paulistas, mas recebeu a homenagem pela CPTM), vamos até a próxima estação, a Brás e fazemos a transferência para o Metrô, finalizando assim nosso roteiro.
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