Cultura

Galerias do centro: passagens para outros universos

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O centro de São Paulo está repleto de galerias, que mais do que apenas trajetos, conectam história e diversidade. Conheça duas galeria bem diferentes e interessantes.

Muitas pessoas têm em suas memórias de infância uma forte conexão com brinquedos, seja um carrinho, uma boneca ou até mesmo uma simples bola de meia. É uma verdadeira viagem no tempo.

E quem diria que essa viagem ao passado através dos brinquedos pode ser feita bem no centro de São Paulo? Localizado na Rua Sete de Abril está uma máquina do tempo, mas calma, não é preciso muito esforço para embarcar. Basta acessar uma discreta, mas muito interessante, galeria: a Galeria Itapetininga, ou como é mais conhecida, a Galeria dos Brinquedos. 

Desde 2002, aproximadamente 15 lojas especializadas em brinquedos antigos expõem seus produtos, sendo esta galeria uma das poucas neste estilo no Brasil.

São diversas vitrines, com itens cujo preço varia de R$20,00 a R$15.000,00. Tudo está à venda. Muitas vezes os representantes de cada vitrine estão parados em frente à elas, ou os donos deixam ao lado dos brinquedos um papel com o nome e o telefone. Caso você se interesse por algum item, é só entrar em contato.

Os mais procurados são produtos da franquia Star Wars e os famosos brinquedos da marca Estrela. E quanto mais bem conservado, maior será o valor. Dá até um aperto no coração lembrar de todos os antigos brinquedos que nos desfazemos, não é mesmo?

Ao longo da galeria outros produtos também estão disponíveis, como coleção de moedas, artigos de beleza e lojas de lembranças de São Paulo. Mas sem dúvida, o que prende a atenção de todos, é a enorme variedade de brinquedos, de todas as épocas e que torna este ponto em São Paulo um verdadeiro programa de família.

 

Entrando pela rua Sete de Abril e indo até o outro lado, você sairá na rua Barão de Itapetininga, a menos de dez minutos de outra famosa galeria no centro paulistano.

Você provavelmente já ouviu falar do Centro Comercial Grandes Galerias, certo? Não? Com certeza conhece o seu apelido: Galeria do Rock.

Criada nos anos 60, em uma época em que o centro ainda resplandecia, era composta inicialmente por alfaiates e sapateiros. Da mesma maneira que o centro sofreu abandono, a Galeria também teve momentos difíceis, principalmente após o surgimento dos shoppings, que intensificaram a transferência dos investimentos para outros locais da cidade.

Diferente de hoje, antes não era exatamente um programa família. Havia muita disputa e brigas entre gangues. Conta-se que existiam ao menos 16 pontos de tráfico e era um local onde a polícia dificilmente entrava.

A mudança começou quando o síndico Toninho (Antonio de Souza Neto) aliou-se aos lojistas e juntos criaram ações que incentivavam outro tipo de ocupação, como o lançamento de bandas, shows e tardes de autógrafos. Aos poucos o passado de brigas foi superado e atualmente a galeria é sinônimo de liberdade. Por quê liberdade? Porque aqui você pode ser quem quiser: punk, roqueiro, reggae, skatista, rapper… todos vivendo em harmonia, em um espaço comum.

Essa diversidade reflete-se nos produtos e serviços que são oferecidos, como tatuagens, piercings, camisetas de bandas, lojas de discos como a lendária Baratos Afins, calçados, cabeleireiros… Opções é que não faltam!

Ainda que você não tenha intenção de comprar algo, permita-se cruzar de um lado ao outro desse universo.

 

 

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