Patrimônio Historico e Cultural

As Festas no Solar da Marquesa de Santos

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Conhecido como Solar da Marquesa, esse edifício foi construído em taipa de pilão na segunda metade do século XVIII, em estilo eclético com predominância do neoclássico. Em 1802, o Brigadeiro Joaquim José Pinto de Morais Leme, cujo sobrenome batiza uma passagem ao lado do imóvel, o Beco do Pinto, recebeu o solar como forma de pagamento de uma dívida.

Após o rompimento de de suas relações com Dom Pedro I, a Marquesa de Santos – Maria Domitila de Castro Canto e Melo – adquiriu em 1834 o solar da filha do brigadeiro e lá morou até seu falecimento em 1867. Durante esses anos morando no local, o solar era conhecido como o Palacete do Carmo, onde eram promovidas festas frequentadas pela aristocracia paulistana da época.

São as festas de Titília, apelido da Marquesa de Santos, é que vamos nos aprofundar neste texto…

A São Paulo de antigamente não tinha todo esse universo cultural que observamos hoje, porém, toda a vivência da Maria Domitila com a côrte carioca a fez mudar um pouco esse cenário. São Paulo recebia à época muitos estudantes interessados na Faculdade de Direito, ali perto, no Largo São Francisco, e esse é um dos públicos que junto com os aristocratas participarão de saraus e festas naquele espaço.

Em seus salões, declamou o estudante e poeta Álvares de Azevedo, sim! Aquele que tem seu busto em frente à Faculdde de Direito no Largo de São Francisco. Aproveito, inclusive, para recomendar ao querido leitor um de seus livros, que compila parte da poesia de Azevedo, considerado a segunda geração da poesia romântica no Brasil ou Ultra-Romantismo.

Ainda sobre as festas, é importante citar o pianista Emilio Correa do Lago, que chegou a São Paulo aos 23 anos, em 1860, e trabalhou como professor de piano, tendo seu nome reconhecido na cidade. Entre as suas mais importantes composições e cntribuições para a história da Música Popular Brasileira, temos a modinha Último Adeus de Amor, com possível parceria com J. A.Barros Jr, com data ainda incerta de 1862.

As festas e saraus promovidas, geraram encontros e casamentos e novas famílias, aumentando a nação paulistana, uma vivência que contrói a história passível de ser contada ao caminhar pelas ruas da metrópole. Vamos turistar por São Paulo e conhecer um pouco mais?

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