Patrimônio Historico e Cultural

A Praça do Patriarca

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Igreja, hotel, galeria de arte, grande loja… tudo isso num espaço bem enobrecido pela proximidade com o Theatro Municipal e o Vale do Anhangabaú. Essa era a Praça Patriarca José Bonifácio em sua inauguração, datada de 1926, um tanto quanto recente já que está numa área de 466 anos.

Ocupando um espaço em frente à Igreja de Santo Antonio, onde havia uma quadra com vários casarões declarados de utilidade pública, em 1911, e com isso demolidos para remodelação de toda a a área a partir de 1912, quando começam as obras. A praça é inaugurada em 1922 com o nome de Praça Patriarca José Bonifácio, mas só em 1953 passou a ter o nome atual de Praça do Patriarca, como ficou conhecida popularmente. A representação do “Patriarca” foi em bronze, pesando 3 toneladas, com 3,5 metros de altura, obra do escultor Alfredo Cheschiati que só chegou em 1972, presente da colônia Libanesa a São Paulo pelo Sesquicentenário da Independência. Foi deslocada do local onde havia sido instalada quando a praça, em 2002 e após 9 meses de reforma, foi reinaugurada e transformada em calçadão por um projeto do consagrado arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Acrescentou sobre a Galeria Prestes Maia a polêmica obra com 40 metros de vão.

Na época da úlitma reforma, a praça estava bem degradada, nada lembrando seus tempos de glamour com prédios no estilo parisiense construídos por Ramos de Azevedo, com o Magazine Mappin funcionando ali de 1919 a 1939, a “Casa Fretin” de 1924 a 2001, o luxuoso “Othon Palace Hotel”, inaugurado em 1954 sendo o primeiro a ter cinema e boate e  hospedando personalidades internacionais (encerrou as atividades em 2008 com a decadência do centro e seus hospedes preferirem hotéis em áreas mais nobres).

Outro local com passado glamoroso e muitas história é a Galeria Prestes Maia, inaugurada em 1940 aproveitando os vazios da construção do viaduto do Chá, com área de 6000 mil metros quadrados, paredes revestidas de mármore, duas esculturas de Brecheret, um salão denominado “Almeida Junior” onde foram realizadas grandes exposições de arte, sempre recebendo muito público. Em 1955 a grande atração não foram as obras de arte mas as primeiras escadas rolantes, instaladas com o propósito de facilitar a vida daqueles que precisavam utilizar várias escadas para subir do Vale do Anhangabaú até a Praça do Patriarca. Uma grande multidão de curiosos foi até lá desejando utilizar aquela modernidade apresentada na exposição do IV Centenário. Uma placa em bronze indica a data da inauguração.

A Igreja de Santo Antonio está ali desde 1711, com paredes de taipa de pilão, substituiu a antiga capela. Quandi olhamos sua fachada não julgamos que seja tão antiga, resultado de uma reconstrução no final do século XIX com ornatos e composição neo-clássica, mas ao entrarmos contemplaremos belos altares barrocos, antigos como aquela região.

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