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A Casa da Ópera de São Paulo

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Uma casa pequena, de um único andar, baixa, estreita, sem nenhum ornamento arquitetônico, pintada de vermelho, com três largas janelas de postigos negros. Entrava-se num vestíbulo estreito por onde se vai aos camarotes e à plateia. A sala, muito bonita e com três ordens de camarotes, era iluminada por um lustre central e velas colocadas entre os camarotes.

Foi assim que o naturalista francês Saint Hilaire, que fazia anotações detalhadas de suas viagens pelo Brasil, descreveu a Casa da Ópera, em São Paulo, quando assistiu a uma apresentação em 1819. Ele ainda complementa: “não havia bancos, as pessoas levavam cadeiras e bancos de casa”.

A Casa da Ópera é retratada nesse desenho, sendo a primeira casa do lado direito da foto (mais escura). À frente, centralizada na foto está a igreja do Pateo do Collegio.

 

As biografias de Dom Pedro I nos informam que na noite do sábado 7 de setembro de 1822, por volta das 21 horas e 30 minutos, ele chega à Casa da Ópera onde vai ser apresentada a peça “O Convidado de Pedra”. Antes do início da apresentação toca pela primeira vez O Hino da Independência que ele havia composto. Foi aclamado por todos como “Rei do Brasil” num brado iniciado pelo Padre Ildefonso Xavier.

A história da Casa da Ópera tem o ano de inicio, em 1793, e o ano de sua demolição em 1870, através de decreto do Presidente da Província. Durante os 77 anos de existência que começa com a transformação da antiga Casa de Fundição, onde se cunhava o ouro para registrar o pagamento do “quinto real”, em um espaço cultural com 350 lugares e um palco que recebeu qualquer tipo de espetáculo e não apenas os líricos, como o nome sugere. Infelizmente, nada restou do lugar a não ser uma foto de autor não identificado que também mostra a igreja e parte do antigo colégio e ajuda a enfeitar essa publicação.

No Pátio do Colégio, onde se avista um prédio com a inscrição Secretaria da Justiça é o lugar da antiga Casa da Ópera, a edificação foi inaugurada em 09 de março de 1891 para sediar a Tesouraria da Fazenda, o que explica as Armas da República e Cornucópias derramando moedas no frontão, o que à época indicavam o uso do espaço.

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